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by Anonymous · 2026-10-14
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Chapter 1

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UM POUCO DE MIM Haicais de uma vida entre raízes e recomeços Joana Gardasz Serconhuk FOLHA DE ROSTO UM POUCO DE MIM Haicais de uma vida entre raízes e recomeços Joana Gardasz Serconhuk

CRÉDITOS Título: Um pouco de mim Subtítulo: Haicais de uma vida entre raízes e recomeços Autora: Joana Gardasz Serconhuk

Primeira edição digital — 2026

Todos os direitos reservados.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, distribuída ou transmitida por qualquer meio sem autorização da autora, exceto em breves citações para fins de crítica, estudo ou divulgação, conforme a legislação aplicável.

DEDICATÓRIA À memória de meus pais, à presença inesquecível de minha avó, ao meu filho Gabriel, às mulheres agricultoras da minha terra e a todos os estudantes, professores e educadores que fizeram da educação parte da minha caminhada.

APRESENTAÇÃO Uma vida inteira não cabe em poucas páginas.

Há lembranças que chegam como imagens: a terra molhada, os pinhais, a voz dos mais velhos, os bancos de uma escola simples, a luz acesa sobre um caderno noturno. Há outras que chegam como silêncio: a partida da avó, a ausência dos pais, as perguntas que permanecem mesmo depois das despedidas.

Este livro reúne haicais inspirados em uma trajetória marcada por raízes, deslocamentos, trabalho, estudos, maternidade, docência, pesquisa, perdas e recomeços.

Nasci em uma comunidade rural de Prudentópolis, entre heranças ucranianas e polonesas. Cresci em contato com uma educação construída pela comunidade, com poucos recursos materiais, mas com grande força de pertencimento. Foi ali que aprendi que a memória também é uma forma de resistência.

Mais tarde, conheci o internato, o trabalho precoce, os estudos noturnos e a responsabilidade de construir um caminho próprio. Tornei-me mãe, estudante, historiadora, professora, pesquisadora e formadora de outros educadores.

Os poemas deste livro não pretendem contar tudo. São fragmentos. Cada haicai guarda um instante, uma imagem ou uma sensação. Juntos, eles formam um percurso: da terra natal às salas de aula; da voz da avó às vozes das mulheres agricultoras; da biblioteca à tutoria; da perda à permanência.

Este livro é apenas um pouco de mim.

SUMÁRIO I — Raízes Linha Paraná Heranças A capela A escola antiga O terreno da avó Escola rural O ancião História oral Mulheres da terra O campo

II — A avó e a infância Língua antiga Confidente A cadeira Novembro Sabedoria Herança

III — Travessias Internato Santa Olga Autonomia Aos treze anos Trabalho Estudos noturnos A mudança Contabilidade A universidade

IV — Cadernos e recomeços História O sonho Gabriel Maternidade Dias difíceis Os livros Economia Persistência Presença Muitas formações

V — A biblioteca e a escola Biblioteca Estudantes O balcão Técnica A sala de aula História viva O giz Professora Educação A escola

VI — Ausências e memória Minha mãe Meu pai Treze dias Depois do adeus Silêncio Permanência Retorno As mulheres Sementes A dissertação Honra Lembrança

VII — Ensinar quem ensina Nova paisagem Outra porta Tutoria Começo Devolutiva Rubricas Formação Acompanhamento Aprendizagem Esperança

VIII — Um pouco de mim Fragmento O que ficou O que perdi Resistência Meu nome Minha história Meu ofício Passagem Presente Amanhecer Um pouco de mim

Epílogo — A mulher que retorna Retorno A escola A avó Passagens Aprendiz Perguntas Semente Continuidade

Agradecimentos Sobre a autora

I — RAÍZES Antes de qualquer caminho, há uma terra. Antes de qualquer palavra, há uma voz. Antes de qualquer conquista, há uma origem.

Linha Paraná Entre os pinhais a infância aprende cedo o cheiro da terra

Heranças Ucrânia no sangue Polônia nas mãos da mãe duas raízes

A capela Dois ritos, um sino sob o mesmo céu da aldeia a fé faz ponte

A escola antiga Seis bancos na sala pouca luz, tantos futuros a escola respira

O terreno da avó Minha avó doou um pedaço de sua terra ao tempo que vinha

Escola rural Chão batido, cadernos a escola guardava futuros

O ancião A voz do ancião acende no escuro o nome do lugar

História oral Antes dos arquivos a memória caminhava de boca em boca

Mulheres da terra Mãos queimadas de sol mulheres colhem silêncio e semeiam nomes

O campo A terra se abre sob passos de quem planta memória brotando

II — A AVÓ E A INFÂNCIA Algumas pessoas continuam vivendo naquilo que nos ensinaram.

Língua antiga Na língua da avó cada palavra antiga cheirava a casa

Confidente No colo da avó o mundo cabia inteiro e o medo era breve

A cadeira Quando ela partiu a cadeira ficou cheia de sua presença

Novembro Novembro levou uma luz de dentro da casa mas não levou sua voz

Sabedoria Passam os anos os velhos ficam por perto dentro da escuta

Herança Não herdei só nomes herdei perguntas antigas e vontade de ouvir

III — TRAVESSIAS Crescer também é aprender a caminhar quando as portas parecem fechadas.

Internato Portas se fechando uma menina aprende cedo a abrir caminhos

Santa Olga Entre regras e silêncios cresce um vento inquieto dentro do peito

Autonomia Diziam: obedeça mas seu sonho já sabia a direção

Aos treze anos Mãos pequenas trabalham a noite guarda um sonho maior que o cansaço

Trabalho Enquanto a casa dorme uma menina acende a luz de amanhã

Estudos noturnos Olhos pesados caderno aberto à noite o sonho desperta

A mudança A estrada se alonga leva consigo a menina e a casa inteira

Contabilidade Entre contas e números a vida ensaia somas de novos rumos

A universidade Uma bolsa, um caminho a universidade abre sua primeira porta

IV — CADERNOS E RECOMEÇOS Há momentos em que estudar é uma maneira silenciosa de resistir.

História Mapas, datas, nomes entre a história do mundo encontro meu nome

O sonho O sonho ganha endereço no livro aberto e na sala de aula

Gabriel Nos braços, um menino no coração, o mundo aprende outro pulso

Maternidade Pequeno corpo dorme dentro de mim desperta força sem nome

Dias difíceis Há dias em que a alma caminha devagar e ainda caminha

Os livros Quando tudo se fecha um livro abre a janela dentro da casa

Economia Somei perdas e ganhos mas a vida, sem cálculo, mudava seus rumos

Persistência Cada página vencida uma pequena luz contra o desânimo

Presença A dor bate à porta respondo com cadernos e sigo viva

Muitas formações História, arte e letras pedagogia e computação um só fio: ensinar

V — A BIBLIOTECA E A ESCOLA Entre livros, estudantes e perguntas, a educação se tornou encontro.

Biblioteca Entre livros quietos ouvi dores escondidas nas páginas fechadas

Estudantes Cada aluno chegava com perguntas nos olhos e um mundo nas mãos

O balcão Atrás do balcão acolher também era uma forma de ensino

Técnica Organizo papéis mas procuro, dia a dia, ordenar esperanças

A sala de aula No quadro, uma data nos olhos dos estudantes o tempo inteiro

História viva O passado respira na pergunta de uma criança e muda de lugar

O giz Um risco de giz atravessa tantos séculos e encontra alguém

Professora Entro em sala levando mortos, vivos e perguntas sobre quem somos

Educação Ensinar é mais que entregar respostas prontas: é acender perguntas

A escola A escola acolhe o que o mundo não escuta e devolve voz

VI — AUSÊNCIAS E MEMÓRIA O luto transforma a presença em lembrança, mas não apaga o amor.

Minha mãe Mesmo doente, a mãe guardava nas mãos o calor dos meus primeiros dias

Meu pai Meu pai partiu e a casa aprendeu o peso da cadeira vazia

Treze dias Treze dias entre duas despedidas fundas o tempo se partiu

Depois do adeus Depois do adeus a casa escutava baixo nomes ausentes

Silêncio Há silêncios fundos que guardam todos os nomes sem pedir palavras

Permanência Quem parte não some muda apenas de morada dentro da lembrança

Retorno Voltei à terra com perguntas nas mãos e saudade no peito

As mulheres Perguntei às mulheres a terra respondeu com muitas vozes

Sementes Cada história guardada uma semente salva do esquecimento

A dissertação Nas páginas, a aldeia levanta sua memória e volta a respirar

Honra O saber retorna à terra onde nasceu círculo de honra

Lembrança Lembrar é devolver presença ao que o tempo levou para longe

VII — ENSINAR QUEM ENSINA Depois de muitos anos em sala de aula, o caminho se amplia: ensinar também é acompanhar.

Nova paisagem Saio da sala mas levo comigo muitas vozes

Outra porta Outra porta se abre a educação segue viva noutra paisagem

Tutoria Observo uma aula ofereço ao professor um espelho atento

Começo Começo de carreira toda prática é árvore pedindo luz e tempo

Devolutiva Palavra serena transforma o erro em ponte para outro caminho

Rubricas Entre linhas e critérios a avaliação aprende a não erguer muros

Formação Ensinar quem ensina é regar muitas raízes sem esquecer as próprias

Acompanhamento Caminhar ao lado sem tomar o rumo do outro também é formar

Aprendizagem Ainda sou aprendiz quando oriento alguém a continuar

Esperança Muda a forma da escola mas permanece acesa a esperança

VIII — UM POUCO DE MIM Uma vida não cabe inteira em versos, mas alguns versos podem guardar uma vida.

Fragmento Não conto tudo uma vida inteira não cabe em três versos

O que ficou Ficam terra e livros a voz da avó e o cheiro da escola

O que perdi Perdi algumas presenças mas guardei seus caminhos nos meus passos

Resistência Resistir é cair e ainda criar raízes depois da chuva

Meu nome Meu nome carrega muitas casas e caminhos uma só travessia

Minha história Sou feita de partidas e retornos lentos ao centro de mim

Meu ofício Ensino porque sei uma palavra acesa muda uma vida

Passagem Entre raízes e livros fui abrindo passagem para mim e para outros

Presente O passado me habita o presente abre a janela do que ainda vem

Amanhecer Toda manhã oferece uma página branca ao coração

Um pouco de mim Se alguém ler estes versos talvez encontre neles um pouco de si

EPÍLOGO — A MULHER QUE RETORNA Toda volta é também uma nova maneira de seguir.

Retorno Volto à terra antiga com os pés cheios de caminhos e as mãos cheias de nomes

A escola A escola sem luz ainda acende dentro de mim seus bancos de esperança

A avó Minha avó permanece na palavra que não se perde quando alguém se lembra

Passagens A dor fechou portas mas os livros, silenciosos, ensinaram passagens

Aprendiz Fui aluna, mãe, professora pesquisadora e tutora aprendiz da vida

Perguntas Hoje, quando ensino não ofereço apenas respostas: abro espaço à pergunta

Semente Minha vida é um campo onde cada perda deixou uma semente de voz

Continuidade Olho para trás e vejo raízes respirando o caminho continua

AGRADECIMENTOS Agradeço às pessoas, lugares e experiências que ajudaram a formar minha caminhada.

À minha família, pelas raízes, pelos ensinamentos e pela presença que atravessa o tempo.

À minha avó, guardiã de memórias e palavras que continuam vivas em mim.

Aos meus pais, por tudo o que representam na origem da minha história.

Ao meu filho Gabriel, presença fundamental em minha vida e testemunha de tantos caminhos percorridos.

Aos professores que me ensinaram, aos estudantes que me desafiaram e às escolas que me permitiram aprender todos os dias.

Às mulheres agricultoras da comunidade de Linha Paraná Anta Gorda, por confiarem suas histórias e contribuírem para que memórias importantes não fossem esquecidas.

Aos colegas e educadores que compartilharam comigo a construção de uma educação pública mais humana, formativa e acolhedora.

Este livro nasce de muitas vozes. Embora reúna um pouco de mim, carrega também um pouco de todos aqueles que fizeram parte da minha trajetória.

SOBRE A AUTORA Joana Gardasz Serconhuk nasceu em 8 de novembro de 1979, na comunidade de Linha Paraná Anta Gorda, em Prudentópolis, Paraná.

Sua trajetória é marcada pela educação, pela pesquisa, pela memória comunitária e pela formação humana. É licenciada em História, com formação também em Ciências Econômicas, Artes Visuais, Pedagogia, Computação e Letras Português, além de especialização voltada à Educação Básica.

Atuou como técnica administrativa na rede estadual de ensino, professora de História e pesquisadora. Concluiu o Mestrado Profissional na Universidade Estadual de Ponta Grossa, desenvolvendo pesquisa sobre a história das mulheres agricultoras de sua comunidade de origem.

Atualmente, atua como Técnica Pedagógica e Tutora do Estágio Probatório junto ao Núcleo Regional de Educação de Irati, acompanhando processos formativos e contribuindo para o desenvolvimento profissional de docentes da rede pública.

Um pouco de mim é seu livro de haicais memorialísticos.

DESCRIÇÃO DO E-BOOK Descrição curta Uma vida entre raízes, livros, perdas e recomeços narrada em haicais.

Descrição ampliada Em Um pouco de mim — Haicais de uma vida entre raízes e recomeços, Joana Gardasz Serconhuk transforma sua trajetória em pequenos poemas de memória.

Entre a comunidade rural de Linha Paraná Anta Gorda, as heranças ucraniana e polonesa, a presença da avó, a escola simples, o trabalho precoce, os estudos noturnos, a maternidade, a docência, a pesquisa, o luto e a formação de professores, os haicais percorrem uma vida marcada pela coragem de aprender e continuar.

Cada poema é um fragmento. Cada fragmento guarda uma imagem. Cada imagem revela uma parte da caminhada.

Não é uma história contada em linha reta. É uma vida reencontrada em pequenos instantes.

PALAVRAS-CHAVE Haicais; poesia brasileira; poesia memorialística; memória; educação; trajetória de vida; mulheres; ancestralidade; Prudentópolis; histórias de superação; literatura autobiográfica; raízes e recomeços.

ORIENTAÇÕES FINAIS PARA A DIAGRAMAÇÃO Para transformar este manuscrito em e-book, recomenda-se:

utilizar o formato EPUB refluível; manter uma página ou tela de abertura para cada parte; utilizar títulos hierárquicos para permitir a criação automática do sumário; manter bastante espaço em branco ao redor dos haicais; evitar justificar os versos; utilizar uma fonte confortável para leitura digital; inserir a capa em arquivo próprio, preferencialmente em alta resolução; disponibilizar também uma versão em PDF, caso seja desejada uma edição de layout fixo; revisar a exibição em celular, tablet e computador antes da publicação. A estrutura visual pode seguir esta sequência:

capa; folha de rosto; créditos; dedicatória; apresentação; sumário; partes poéticas; epílogo; agradecimentos; sobre a autora. A métrica dos poemas foi trabalhada com liberdade, priorizando o haicai contemporâneo: três versos, concisão, imagens concretas, pausas, sonoridade e revelação de um instante. A aproximação com o padrão 5–7–5 foi preservada sempre que possível, sem sacrificar a naturalidade da linguagem ou a autenticidade da memória.

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"Pasted Content" is a poetry collection book by Anonymous with 1 chapters and approximately 2,362 words. It covers key insights and practical takeaways on the topic.

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